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Ex-prefeito de Águas Lindas é condenado a mais de 53 anos por crimes sexuais contra duas filhas

Justiça condena José Pereira Soares por estupro de vulnerável; vítimas receberam medidas protetivas e indenização por danos morais

11/05/2026 às 16h39
Por: Elieser de Sousa - Diretor e Redator Fonte: Redação
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Ex-prefeito de Águas Lindas é condenado a mais de 53 anos por crimes sexuais contra duas filhas

O ex-prefeito de Águas Lindas de Goiás, José Pereira Soares, foi condenado pela Justiça a 53 anos, 1 mês e 12 dias de prisão por crimes de estupro de vulnerável praticados contra duas de suas próprias filhas. A decisão foi proferida após denúncia apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO).

De acordo com informações da 8ª Promotoria de Justiça da comarca, os abusos teriam ocorrido entre os anos de 2016 e 2024. Segundo o processo, as vítimas eram menores de idade durante o período em que os crimes aconteceram.

A sentença destaca que os depoimentos especiais das vítimas foram considerados “coerentes e consistentes”, além de terem sido corroborados por laudos psicológicos anexados aos autos. A magistrada responsável pelo caso entendeu que os crimes ocorreram de forma continuada, fator que contribuiu para o aumento da pena aplicada ao ex-prefeito.

José Pereira Soares, que administrou o município entre 2005 e 2008, chegou a ficar preso durante parte da investigação. Posteriormente, obteve liberdade provisória mediante cumprimento de medidas cautelares, incluindo uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com as vítimas e monitoramento judicial.

Segundo reportagens publicadas nos últimos dias, o ex-prefeito também esteve foragido desde setembro do ano passado e acabou sendo localizado após negociações com a defesa.

Além da condenação criminal, a Justiça determinou o pagamento de R$ 20 mil de indenização por danos morais para cada uma das vítimas. A decisão judicial ressaltou que a medida busca garantir reparação mínima diante da gravidade dos fatos e preservar a dignidade das vítimas.

Mesmo condenado, José Pereira Soares poderá recorrer em liberdade. Entretanto, a Justiça manteve uma série de medidas protetivas, entre elas:

  • Proibição de aproximação das vítimas, familiares e testemunhas;
  • Distância mínima de 300 metros;
  • Proibição de contato por redes sociais ou qualquer meio de comunicação;
  • Comparecimento periódico à Justiça;
  • Monitoramento eletrônico por 180 dias;
  • Manutenção do chamado “botão do pânico” para proteção das vítimas.

O caso provocou forte repercussão em Águas Lindas de Goiás e reacendeu debates sobre violência sexual intrafamiliar, proteção de crianças e adolescentes e responsabilização de figuras públicas envolvidas em crimes graves.

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