Vivemos atualmente um período de estiagem intensa em Águas Lindas de Goiás: a umidade do ar despenca para níveis entre 12 % e 20 %, e o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta vermelho para baixa umidade até hoje às 18h. Entenda os impactos na saúde e como se resguardar.
Segundo a classificação climática, Águas Lindas segue o clima tropical de altitude (Aw), com estação seca bem definida de maio a setembro. É nessa época que a umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 20 %.
Este ano, já observamos redução drástica na umidade e aumento dos riscos à saúde — exatamente o que o INMET alerta: ar extremamente seco (12–20 %) e possível risco aumentados de incêndios .
Esse período seco pode desencadear uma série de efeitos:
Ressecamento das mucosas: olhos, nariz, garganta e boca ficam secos — facilitando irritações, alergias e infecções .
Aumento de doenças respiratórias: rinite, sinusite, asma e crises alérgicas ganham força. A fumaça de queimadas piora o quadro, gerando inflamações, tosse persistente e até internações.
Desidratação e sintomas gerais: cansaço, dor de cabeça, tontura e taquicardia são comuns com a baixa umidade e desidratação.
População vulnerável: crianças, idosos, gestantes e quem tem doenças respiratórias crônicas sofrem mais — podendo agravar doenças cardiovasculares ou desencadear crises graves.
Riscos ambientais: vegetação seca aumenta chances de incêndios, que liberam partículas tóxicas no ar, escalando o risco à saúde pública
Beba água ao longo do dia para manter a hidratação das mucosas.
Use soro fisiológico para lavar o nariz e umidificar o ambiente com toalhas molhadas, umidificadores ou bacias de água no quarto.
Aplique hidratantes regularmente na pele.
Use colírios ou soro nos olhos, especialmente se sentir ardor ou ressecamento.
Evite exercícios entre 10h e 16h — escolha horários mais amenos como o início da manhã ou fim da tarde.
Use roupas leves, proteção solar e boné/chapéu se tiver que se expor ao sol.
Mantenha os ambientes limpos e arejados, evite acúmulo de poeira e circulação de ar direto (correntes) sobre você.
Evite locais fechados e com pouco ar; prefira ventilação natural.
Procure unidade de saúde ao aparecerem sintomas como chiado no peito, dificuldade para respirar, tosse persistente ou cansaço incomum.
Pessoas com doenças crônicas devem seguir à risca as orientações médicas e manter acompanhamento em dia.
Não ateie fogo em vegetações — mesmo em queimadas controladas, o risco de propagação é alto.
Denuncie em caso de focos de incêndio: Defesa Civil (199) ou Corpo de Bombeiros (193) — afinal, estamos em alerta por baixa umidade.
Participe ou incentive campanhas educativas para preservar saúde e meio ambiente.