Os governos de Goiás e do Distrito Federal voltaram à mesa para destravar soluções permanentes para o transporte entre Brasília e as cidades do Entorno. Entre os encaminhamentos, Águas Lindas de Goiás foi confirmada como projeto-piloto de integração, com a implantação de um terminal integrador e unificação da bilhetagem — passo essencial para permitir tarifa integrada e baldeação sem múltiplas cobranças ao usuário.
As conversas retomadas ao longo de 2025 se somam a reuniões iniciadas em fevereiro, quando GDF e Governo de Goiás discutiram a criação de um consórcio interfederativo para coordenar o serviço, reduzir custos e segurar reajustes de passagem no sistema semiurbano do Entorno. À época, as gestões trataram de um modelo de subsídio compartilhado entre os dois governos para manter o valor das tarifas em patamares mais baixos.
Enquanto o desenho institucional é finalizado, a pressão tarifária voltou ao centro do debate: um reajuste de 2,91% autorizado pela ANTT para o sistema semiurbano pode entrar em vigor agora em agosto, impactando diretamente quem se desloca diariamente para o DF. Em Águas Lindas, por exemplo, a passagem poderia ir de R$ 10,85 para R$ 11,15. A decisão final ainda passa por instâncias federais.
No primeiro semestre, Goiás obteve decisões para suspender temporariamente aumentos, enquanto defendia que a União ajudasse a financiar a operação — tese reiterada nas novas tratativas com o DF. A proposta goiana inclui divisão de custos do subsídio e busca enquadrar o serviço do Entorno em um arranjo de governança conjunto.
Projeto-piloto de integração: implantação de terminal e bilhetagem unificada com o DF, primeiro passo para tarifa integrada (um único cartão/app para todo o trajeto).
Perspectiva de consórcio: GDF e Goiás estruturam consórcio interfederativo para coordenar linhas, contratos e subsídios no Entorno.
Tarifa sob revisão: possível reajuste de 2,91% neste mês ainda depende de deliberação; governos tentam mitigar impacto até que a integração avance.
Segundo relatos da imprensa regional, GDF e Goiás aguardam posicionamento da União sobre apoio ao consórcio e financiamento, ponto visto como determinante para a sustentabilidade do modelo.
Com Águas Lindas no centro do piloto, as equipes técnicas trabalham em cronogramas para obras do terminal, integração de sistemas de bilhetagem e definição do rateio do subsídio. A expectativa é que, com o consórcio formalizado e a bilhetagem unificada, o usuário passe a pagar menos pelo percurso total e esperar menos tempo nas conexões entre ônibus do Entorno e o sistema do DF.